Vivência e tecnologia no aprendizado de Ciências!

03/04/2014


 

Vivência e tecnologia no aprendizado de Ciências

 

Quando pensamos em investigar a natureza, logo surge na imaginação a imagem de expedições a locais longínquos e de mata fechada, acampamentos, lupas, GPS, roupas especiais e diversos aparatos altamente tecnológicos. Entretanto, estudar as relações de vida nos ambientes (naturais) pode ser bem mais simples e acessível, sem deixar de ser surpreendente e muito estimulante.

Na tarde de 28 de março, os alunos do grade 8 da Educação Bilíngue foram investigar as relações de vida no bosque da Educação Infantil. Muito concentrados, os jovens experimentaram mais do que seus dispositivos móveis, com os quais estavam munidos, eram capazes de lhes proporcionar. Puderam ver e sentir como a vida se movimenta, conecta e se completa.

Sempre com o auxílio do professor Marcelo Menuzzi, buscaram conexões em situações comuns, tais como a interação no pouso de uma borboleta sobre uma flor, ou da formiga que busca seu alimento em uma planta. E encontraram mais do que isso.
Os alunos tomaram notas e registraram os dados. Fizeram desenhos esquemáticos e tiraram fotografias com seus tablets e celulares. Ao término dessa etapa, sentaram-se à mesa do jardim com o professor para apresentar-lhe seus registros, suas fotos, vídeos, anotações e, porque não dizer, descobertas. Foi um momento de reflexão partilhada. Os conhecimentos construídos em sala iam-se ligando às experiências daquela tarde, tomando forma, cor e tom. As dúvidas iam saltando. O mestre resistiu à vontade de lhes dar respostas, instigando o levantamento de dados necessário à pesquisa: “Busque no Google.”.

O objetivo era motivar o aluno a ter autonomia para procurar as respostas necessárias, estabelecendo o vínculo entre prática e teoria por meio da tecnologia. Ao encontrá-las, um dos alunos dispôs-se a ler seu achado. De posse da palavra, o professor explicou em detalhes as informações e deu exemplos concretos ao apontar as relações da vida acontecendo logo ali na árvore de que estavam próximos.

A língua estrangeira, neste momento, lhes deu suporte para reconhecer que suas observações podem ser universais, desde que respeitem o padrão, nomenclatura e a linguagem científica.
Tendo em mãos uma amostra de líquen, organismo composto, constituído por fungos e algas retirado da vegetação local, os alunos seguiram ao laboratório para investigar além do mundo macroscópico, percebendo que as interações visíveis entre os seres vivos partem de uma relação ainda mais profunda, no contexto celular. Para tal, observaram lâminas ao microscópio, nas quais perceberam as dependências entre organismos, tanto energéticas quanto de proteção e suporte.

As descobertas levantadas em campo serão a base para a construção de um estudo virtual aprofundado sobre as relações sociais e suas consequências. A investigação prática dos fenômenos científicos provoca nos alunos muito mais do que a curiosidade. Promove o senso crítico e o respeito à natureza e seus recursos, forma cidadãos responsáveis e educa para uma sociedade mais sustentável.

 

 


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