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Uma aventura na Amazônia!

09/09/2020

Uma aventura na Amazônia!

Envolvidos no universo literário sobre uma aventura na Amazônia, muitas curiosidades das crianças começaram a implodir. Os interesses atrelados ao universo virtual fizeram com que nós pensássemos em como contemplar as indagações, suposições e entusiasmos de nossas crianças. 

Juntamo-nos com educadores, coordenação e departamento cultural e uma ideia surgiu: vamos fazer uma viagem de faz de conta para Amazônia? 

Destas conversas foi lembrado o nosso grande educador brasileiro, Paulo Freire: 

“É preciso ter esperança, mas tem que ter esperança do verbo esperançar, porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo.” 
FREIRE, Paulo.Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. SP: Paz e Terra, 1996.

E foi nesse esperançar com o outro que realizamos o estudo de meio para Amazônia!

Assim que lançamos o convite para as crianças, as respostas vieram logo que de imediato: 

Olivia Brasílio: Mas é claro que sim! A gente tem que pegar um avião, ai a gente chega ao aeroporto, pegar as malas e pronto.

Arthur Silva: Vou levar minha espada para duelar com os monstros!

Maite: Não posso esquecer-me do repelente, porque não gosto de mosquitos.

Olívia Borges: Eu vou levar uma barraca para dormir lá.

Gustavo Schulz: A gente pode arrumar um hotel e levar uma mala com nossos pijamas. Vou de menino gato, para ficar disfarçado!

Aline: Eu gostaria de levar uma boneca, uma princesa e umas fantasias.

Samuel: Eu quero levar um dinossauro.


Tudo foi preparado para a grande viagem: passagens, o avião, marcamos no calendário a data, combinamos em como preparar o avião imaginário em casa, nossas rotas e muito mais... 

Olivia: A gente pode fazer um avião de caixa.

Maite: A gente pode fazer um avião de papel e pintar.

Laís: A gente pode desenhar do nosso jeito um avião...

Patrícia: A gente pode fazer um avião de mentirinha, de papelão, e fazer de conta que tá voaaaaando.


Chegando na Amazônia, as crianças viveram a aventura!

Gustavo Schulz: A gente pode encontrar uma árvore grande que está plantada lá, mas vai ser perigo por que e se a gente ficar perdido? Mas eu não vou ficar com medo por causa da pedra da coragem.

Arthur Zanini: Eu tenho medo de dormir neste hotel...

Gustavo Schulz: Toma Arthur, eu te empresto a minha pedra da coragem.


As crianças são feitas de cem expressões, cem interações, cem interpretações e tantas outras cem linguagens para inventar o mundo! Por meio da escuta e olhares, vamos traçando fios de afetividade e, mesmo que virtualmente, abrimos as portas para os mais diversos conhecimentos.

E que tal um encontro com a sereia do rio? Nossa, quanta imaginação! A brincadeira vai se constituindo em diferentes espaços presentes e ao mesmo tempo distantes, juntos e virtualmente, sem perder a harmonia, alegria, tensão e emoção.

O olhar de espanto, de contentamento e surpresa conversava com as expressões deste encontro:

Olivia Brasílio: É a cauda da sereia, nós achamos ela, eu quero ver se o Breno ainda ta hipnotizado!

Gustavo Schulz: Eu to vendo ela, vamos sair correndo, rápidoooo.

Jean: É uma mulher peixe.

Aline: É a Sereia.

Laís: Vamos correr ‘Prô’!

Olivia Borges: Eu tenho super poderes, eu voo.


Teorias e metáforas vão surgindo no diálogo entre a magia e fantasia que, com a brincadeira, se misturam ao conhecimento. Assim, as crianças vão encontrando formas estéticas, éticas e poéticas de ver o mundo.

Olivia: Essa árvore é bem mais esticada. (Falou enquanto contemplava a imagem da Sumaúma)

Arthur Zanini: Aaaa, é uma super árvore.

Aline: É o mar escuro e o mar Solimões.

Samuel: É uma jaguatirica, eu tenho uma! É o pirarucu.

Paola: Olha o Boto fofinho!


E, ao chegar numa aldeia indígena:

Arthur Zanini: Eu acho que é a casa de palha.

João: Não, é a casa dos 3 porquinhos!

Arthur Silva: Eu já sei de quem é essa casa, é dos índios.

Olivia Brasílio: Eu queria ir no banheiro, será que tem banheiro ai?


Ao verificarem os instrumentos utilizados nos grafismos indígenas, um outro momento de conversa:

Jean: Eles estão em uma oca de índio, que é a casa deles.

Alice: Como elas fazem essa tinta?

Arthur Zanini: O que elas usam para pintar?


E assim, ao longo de nossa viagem imaginária para a Amazônia, percebemos o quanto as crianças conseguem projetar-se em imagens criativas, idealizadas simbolicamente ao escutarem os demais e a si mesmos. Demonstrando capacidades de conexões inesperadas, de estar presente com alegria e prazer e com empatia aos demais. São “pessoinhas” que apresentam um jeito simples de subverter e ensinar a nós, adultos, muitas formas de aprender, de viver o hoje e esperançar a modos tão diversos. Terminamos esta aventura com muitas reflexões, encantamentos e aprendizagens.

Até a próxima viagem!

 
Professora Karina Carneiro
Assistente Larissa Lopes
Infantil II A e C

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