Diversidade e respeito!

17/09/2019

Diversidade e respeito!

Como os indígenas fazem as tintas que usam para pintar o corpo?
Seria possível cuidar da natureza como os indígenas cuidam?
Existe alguma semelhança de nossa cultura com a dos povos indígenas? 
Como são construídas as casas dos indígenas? Quanto tempo demoram?
Por que a música e a dança são tão importantes para os indigenas?
Como as crianças indígenas brincam?

Frente á uma cultura rica de detalhes, de preservação, de sustentabilidade, de respeito ao outro e à natureza é que muitas questões encantaram os alunos a investigarem cada vez mais sobre a diversidade brasileira, em especial a cultura indígena.

As descobertas realizadas por meio de pesquisas, experimentos, leituras, músicas, conversas e vivências aproximaram os alunos dos costumes, tradições e rituais deste povo, o que contribuiu para a compreensão e valorização dessa cultura como parte de nossa história.

O trabalho interdisciplinar e de dupla docência esteve presente neste projeto de investigações e aprendizagens. No ateliê de arte, o modo de vida indígena foi explorado de forma lúdica, poética e estética. Ao som de músicas e na manipulação de diversos materiais, os alunos investigaram possibilidades na criação de instrumentos, moradias, colheitas, tintas, florestas, onde expressaram o seu jeito de compreender esta cultura. No Mês Literário, recebemos o indígena Daniel Munduruku que, com suas histórias e rituais, encantou e envolveu os alunos em uma atividade interativa.

E entre tantas riquezas oferecidas pelos indígenas está a sua música. Ela faz parte do cotidiano, sendo indissociável dos seus afazeres mais corriqueiros: são os cantos de caça, os rituais de colheita, de passagem e os cantos contemplativos, onde exaltam e se reconhecem como parte da natureza. Esse cotidiano também fez parte de nossas inquietações, alunos e professores, durante este processo de descobertas. A música indígena é predominantemente rítmica, com uma pulsação forte e bem marcada, sendo acompanhada na maioria das vezes apenas por um maracá, espécie de chocalho feito com sementes e cabaças, e enfeitados com penas e pinturas próprias de sua cultura. Por meio dela, o índio se sente empoderado e estabelece o sentido de unidade com a tribo e a Mãe Terra.

O vínculo dos alunos com esse ritmo indígena foi impulsor para a representação deste povo no Arraial Azul, onde as músicas, o instrumento e as danças foram inspiradas na manifestação tradicional da cultura brasileira denominada “Caboclinhos” ou “Grupos de Caboclos”, que através de sua estrutura narrativa reelabora a figura de guerreiros e heróis, conectando a vida cotidiana as manifestações indígenas. Movimentos específicos e brincadeiras rodearam nossas pesquisas de maneira divertida e comprometida com a cultura indígena. A corrida do Saci e a corrida da torá fizeram parte das aulas de Educação Física, onde os alunos puderam vivenciar um pouco mais da simplicidade valiosa do modo de vida indígena.

Para comtemplar inúmeras descobertas, finalizamos com o Estudo de Meio ao Sítio do Sol, um lugar precioso de ensinamentos e aprendizados. Iniciamos nossa vivência na aldeia com o ritual de entrada, onde fomos recepcionados pelo chefe Joel que, ao lançar a flecha e a mesma tocar o chão, nos deu permissão para entrar no solo sagrado indígena. Saudações e agradecimentos ao Deus Tupã motivaram os alunos a pensarem sobre o respeito à diversidade de crenças e a paz existente nesses rituais. Chegou a vez dos guerreiros entrarem em ação e ao redor da fogueira: pulamos e saltamos juntamente com os indígenas em um rito circular e de coragem. Para completar essa experiência significante, o almoço foi servido! Entre milhos, carnes, peixes, frutas, mandiocas, pipoca e beiju, nosso paladar foi aguçado com essa maravilhosa alimentação indígena. A surpresa esteve presente a todo momento no olhar das crianças, principalmente ao pegarem a palha do milho ao invés de pratos e usarem as mãos no lugar de talheres.

Desvendar a mata foi outro desafio para muitos alunos, pois se depararam com subidas, descidas, pontes, rio, armadilha, escalada na árvore e grito de assobio. No entanto a grande incógnita que ecoou na tranquilidade da natureza era a de aparecer uma onça pintada ou uma cobra, algo que, na realidade, apesar do medo, eles queriam muito! Para tranquilizar a aventura na selva, fomos ouvir o indígena falar de como funciona a escola para os curumins e como eles aprendem o guarani, além de fazermos artesanato em argila e pintar o rosto como modo de representação. Atirar com o arco e a flecha foi outra grande provocação, que entusiasmou nossos alunos guerreiros, e estes, por um instante, se sentiram parte daquele povo grandioso em sua singeleza de vida.

E para encerrar este enorme aprendizado cheio de significados, brincamos divididos em duas equipes carregando a torá. A miscigenação da cultura da infância e a cultura indígena ficou evidente no Estudo de Meio, onde o respeito à diversidade prevaleceu neste encontro de diferentes, porém iguais! 

 
Professores do 1º ano do Ensino Fundamental 1
Adriane Feitosa 
Daniel Andrade
Eliane Gatti
Lilian Gruenwaldt
Lindberg Fernandes
Luciana Dutra
Maria Cristina Costa
Paula Lema

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