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Quem conta um conto...

15/10/2019

Quem conta um conto, aumenta um ponto!
 
 
No projeto literário do 2º ano, trabalhamos ao longo do ano com o gênero textual “conto”.
Conhecemos os contos de encantamento no 1º bimestre e exploramos sua estrutura com a situação inicial, conflito, resolução do conflito, detalhamento da história e dos personagens.
 
Em uma das atividades, para o dia das mães, projetamos características de personagens, fazendo relações:
“Se minha mãe fosse uma personagem, seria uma rainha, porque ela é maravilhosa em minha vida”.
“Se minha mãe fosse uma personagem, seria a Chapeuzinho Vermelho, porque adora fazer uma traquinagem”.
 
No segundo bimestre, recebemos o Marcus Aurelius Pimenta, um dos autores do livro Chapeuzinhos Coloridos, em nosso Mês Literário. Ele contou para os alunos o quanto é desafiador trabalhar em dupla na hora de escrever um livro e ter que se desprender, muitas vezes, de suas ideias.
 
Na sala de aula, em duplas, os alunos começaram a escrever seus próprios contos. Pensaram nos personagens principais, antagonistas e secundários e escreveram um roteiro e uma música inspirada em “Pela estrada afora”.
Surgiram várias histórias: Chapeuzinho Panqueca, Chapeuzinho Medieval, Chapeuzinho do Medo, Chapeuzinho Caveira...
 
Escrever em dupla não foi tão fácil. Tivemos que exercitar o conflito de ideias entendendo que a sugestão do outro pode complementar a minha.
 
Durante o processo, as crianças passaram a discutir os critérios de avaliação de um bom conto e elaboraram uma lista com tópicos que consideravam importantes. A partir daí, também se interessaram por um concurso para eleger o melhor conto. Partiu deles a ideia de que a turma A avaliasse a turma E e vice-versa, para evitar a tentação de votar nos próprios amigos.
 
Ao ler os textos dos colegas com a lista de critérios, eles decidiram deixar dicas para aperfeiçoar estes trabalhos e garantir sua legibilidade sem a interferência e auxílio da professora.
 
No final do texto em duplas, estudamos muito sobre Minas Gerais em um trabalho de geografia, história, música e arte, e com isso surgiu a vontade de criar uma Chapeuzinho Mineira. Os alunos pesquisaram muito e vieram com diversas informações, inclusive sobre o linguajar regional, que chamamos de mineirês.
 
Esta foi a oportunidade de trabalharmos de forma coletiva adotando o processo utilizado pelos autores de Chapeuzinhos Coloridos, que nunca se encontravam, mas trocavam ideias por e-mail. O intercâmbio da turma aconteceu por meio da professora. A turma da manhã escrevia e a turma tarde complementava e devolvia para mais ajustes.
 
O conto deixou de ser um trabalho apenas de gênero textual e também ficou muito informativo. Eles falaram sobre Aleijadinho, a paisagem de Minas Gerais e até elaboraram diálogos em mineirês. Para tornar o texto mais gostoso de ler, também foi necessário elaborarmos em conjunto uma tabela de sinônimos, para evitar a repetição de palavras.
 
No Espaço Científico-Cultural foi possível dar uma espiadinha em todo esse processo, com as diversas oficinas relacionadas às atividades que já desenvolvemos até aqui. E assim nossos alunos vão descobrindo técnicas de excelência na escrita. Contando um conto e aumentando muitos pontos!
 
 
Alessandra Fujie, professora do 2º ano A e E

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