Quem disse que preparamos nossos alunos para o ENEM apenas no ensino médio?

17/11/2017

Quem disse que preparamos nossos alunos para o ENEM apenas no ensino médio?
 
 
O Exame Nacional do Ensino Médio de 2017, conhecido como uma prova que traz para o debate questões de relevância social propôs este ano o tema: “Desafios para formação educacional de surdos no Brasil”. O colégio Emilie de Villeneuve, a partir da sua missão e visão, realizou, pelo segundo ano consecutivo, um dia de convivência na DERDIC (Escola de Educação Bilíngue para Surdos). Foram muitas as aprendizagens significativas em 2017. Nossos alunos cresceram, aprenderam e vivenciaram, intensamente, cada momento do 5º ano, mas não pararam por aí. Nós, professoras, nos perguntamos diariamente o que realmente queremos deles. Lembramos que o mundo não precisa apenas de mentes geniais e saberes diversos, precisa, também, de pessoas que se preocupem com as pessoas.                                                                                  
Além da formação acadêmica, queremos que todos eles saibam usar da melhor forma possível seus conhecimentos e construam um mundo melhor, mais humano: que se importem com o outro na mesma medida com que se importam consigo; que entendam o cuidado que devemos ter com o próximo e vivenciem a cidadania como prática diária.

Uma das atividades do PPEGD (Projeto Pequenas Escolhas Grandes Decisões) foi visitar a DERDIC, com o objetivo de conhecer e experimentar uma realidade muito diferente. O dia começou com os jogos cooperativos realizados na quadra para a interação entre os alunos. Após esta atividade, participaram de uma oficina de Libras para estreitarem a comunicação e se conhecerem melhor. Cada aluno do Emilie recebeu um sinal de identificação criado pelos alunos surdos. Por último, todos juntos construíram um painel com desenhos e mensagens documentando a experiência.
Esse encontro proporcionou aos nossos alunos um contato direto e real, sensibilizando-os e provocando-os para uma reflexão social, moral e crítica. Entenderam que certas dificuldades não são usadas como desculpas e não viram empecilhos quando decidimos vencer. Os alunos surdos mostraram aos nossos ouvintes a capacidade de brincar, de aprender e de se relacionar com o mundo mesmo tendo uma deficiência. Com certeza, se eles fossem fazer a redação do ENEM teriam muito o que contar!                                                
                                                                       Professora Fabiana Cabral Tavares
 
 
Depoimentos dos alunos:
 
Aprendi que o mundo deles é igual ao nosso, mas com uma pitada de diferença que os faz especiais. Suas letras (Libras) são interessantes de aprender. Uma curiosidade é que como alguns deles usam o aparelho auditivo, eles escutam pouco e bem baixinho. Foi uma manhã incrível e que ficará na memória para sempre.
Bruna Bajona, 5º A
 
Minha visita à DERDIC foi muito legal! Lá fiz amigos que me ensinaram várias coisas e gostei bastante de ver como eles fazem para se identificar. Gostei tanto que iria para lá mais vezes. Senti muita emoção ao conversar com um deficiente físico e fiquei alegre em saber como eles são. Aprendi nesse espaço com fazem para se comunicar, qual era o meu sinal e como eles vivem no mundo.
Guilherme Martins, 5º B
 
Poder conviver com as crianças da DERDIC foi muito legal, pois aprendi como eles se comunicam e como fazem para levar uma vida normal. Aprender a linguagem dos sinais foi a parte que mais gostei. A lição que tirei desta experiência é que devemos respeitar qualquer pessoa do jeito que ela é, independente das nossas diferenças.
                                                                                   Rafael De Souza Silva, 5º C
 
Eu gostei muito de conhecer e conviver um pouco com os deficientes auditivos. Percebi que mesmo sendo diferentes eles podem se comunicar e fazer as mesmas coisas que a gente faz. Acredito que deveríamos dar mais atenção a eles, pois devem se sentir um pouco sozinhos. Não devemos ficar reclamando da vida, pois existem pessoas com mais dificuldades que nós e que não se queixam a todo momento.
Ibrahim Rajab, 5º D
 
Eu me senti surpreso, pois nunca pensei que iria aprender a falar com sinais e como aquelas pessoas desenvolvem tão rápido. Aprendi que devemos ter bom humor e que todo mundo é igual, pois no jogo da queimada não fez diferença nenhuma, já que todos conseguiram jogar. Outra situação que marcou foi algumas pessoas conseguirem falar.
Pierre Kauã, 5º E
 
Com a visita aprendi um novo meio de comunicação e fiz novos amigos. Neste dia conheci a Roberta. Eu, Lívia, e ela conversamos sobre coisas que gostamos e descobri que temos muito em comum.
                                                                                                                                              Julia Vilela, 5º F

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