Concurso no Mês Literário

27/06/2017

Concurso Literário
“Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.”
Carlos Drummond de Andrade, Alguma Poesia (1930)


O Concurso Literário do Colégio Emilie de Villeneuve revela talentos na arte de escrever. Consoante à temática do Mês Literário 2017, “Histórias inspiradoras”, os alunos do 6º ao 9º ano fizeram produções surpreendentes, que reforçam a proposta do colégio de disseminar a cultura e a arte. 

O Concurso contou com a participação de 80 alunos, sendo divididos em duas categorias: Poesia (6º e 7º anos, com 34 concorrentes) e Conto (8º e 9º anos, com 46 concorrentes). Eles colocaram no papel, em forma de verso ou prosa, histórias que inspiraram suas vidas. 

Foram premiados três textos em cada categoria, tarefa difícil para a Comissão Julgadora, tendo em vista a qualidade dos mesmos. Dessa forma, além das produções vencedoras, trechos selecionados de outros alunos foram apresentados no Auditório Madre Emilie de Villeneuve durante a cerimônia de premiação, como forma de reconhecimento aos demais concorrentes. 

Na epígrafe de Drummond, o eu-lírico expõe sua dificuldade em dar corpo à poesia. Mas o verso está lá: dentro do poeta, inquieto, vivo. Esse concurso nos permitiu conhecer e divulgar tudo o que está dentro dos nossos alunos: suas sensações, seus pensamentos, suas inquietações. E assim, suas histórias tornaram-se inspiradoras!


 
Érica Silva, professora de Língua Portuguesa

 



 


Querida tia-avó
Alícia Mei Camigauchi


Essa é a história
De uma mulher que muito lutava,
Que vou guardar na memória,
E uma vida sofrida levava.

Foi ao Japão para estudar.
Uma novidade acabara de chegar!
A segunda guerra mundial
Tinha acabado de começar.

Passava fome
E jornal molhado tinham que comer,
Ela e sua família,
Para que de fome não fossem morrer.

A guerra finalmente chegou ao fim,
Ao Brasil ela poderia voltar,
Onde viveu na casa de seus irmãos
Até se casar.

Ela e seu marido
Tiveram um filho querido,
Mas que depois de alguns anos de vida,
De desidratação havia falecido.

Logo após a morte de seu filho,
Outra tristeza lhe aparecera:
A morte de seu marido.
Ela ficou muito triste, mas não adoecera.

Foi morar com seus irmãos novamente,
Mas depois que todos faleceram,
Foi viver em uma casa de idosos,
Pois não era mais independente.

Dedico esse poema à minha tia-avó,
Minha inspiração!
Que carregou seu sofrimento
Até a última batida de seu coração.




Um verdadeiro herói
Thiago Rodrigues



A mãe dele era Dona Mulatinha
O pai, Seu Zé Tião
Treze filhos eles tiveram
O Paulo era o mais velho

Em Minas ele nasceu
E na roça cresceu
Brincar com um monte de irmão
É muita diversão

E até o primário ele estudou
E o tempo logo passou
Estudar não era mais necessário
Ele precisava era de um salário

Ser motorista o jovem não podia
Cobrador então foi ser
Nas estradas trabalhava todo dia
Isso para ele era uma alegria

Com o ônibus lotado de gente
Um dia o perigo sentiu
“Você está correndo muito, motorista!”
Cuidado com a curva ali na frente

E o susto foi gigante
Quando o ônibus na curva capotou
O motorista fugiu
E muita gente se feriu

O rapaz se viu sozinho
Ajudando a quem podia
A noite logo chegou
Mas ele não se desesperou

E na cidade todos comentavam
Até o jornal local noticiou
E por onde ele passava
As moças de apaixonavam

Foi pela moça da farmácia
Que o Herói se encantou
E não é que dois anos depois
Com ela se casou?!

Este poema foi inspirado
Em um conto verdadeiro
Meus amigos, digo a vocês
Meu avô é um guerreiro




Malala
Henrique Saito Pontes



Conheça Malala
Uma jovem que em nome dos estudos fala
E desde o primeiro instante
Sua história é emocionante.

Achava que meninas tinham direito à educação
No seu país, o Paquistão
Talibãs não concordaram
E seu rosto balearam.

Malala resistiu
Dos estudos não desistiu
E sua vida seguiu em frente
Prosseguiu bravamente.

Em 2014, o prêmio Nobel da Paz venceu
Muitas inspirações ao mundo ela deu
Sem dúvida alguma, o prêmio ela mereceu
E um lindo livro escreveu.




Os amados livros!
Giovanna Ruiz



A casa grande era majestosa, até ofuscava a magnífica e deslumbrante uberdade de esplêndidos e saborosos cafés.
Bem no quadrilátero, especificamente abaixo da opulenta sala de jantar da casa grande, sobreviviam inúmeros escravos sofridos, com o chão de terra batida e paredes de bambu e madeira, no sopé da escada encontrava-se meu pequeno local, onde adormecia acorrentada de noite e ficava desconsolada ao acordar e ver que permanecia no mesmo fúnebre e tenebroso espaço, reconhecido por todos como senzala doméstica.
Minha vida persistia em despertar, obedecer e adormecer, certos dias também tinha o fardo de ser torturada. Nem trazia mais como novidade o fato de ter em minha pele parda várias cicatrizes, as levava como medalhas sofridas e injustas.
Em minha infância conheci muitas coisas desumanas.
Recordo-me de que enquanto o filho de meu senhor, Eric, tinha aula, me escondia na imensa escuridão que era presente embaixo da mesa. Com essas aulas aprendi a ler e escrever.
Certa manhã, quando tinha uns nove anos, fui pega embaixo da mesa e fui açoitada com duas chicotadas que formaram quatro cortes em torno de minha coluna. Como sangra!
Minha senhora até que gostava de mim. Ela me dava suas coisas usadas e dizia pra eu cuidar delas.
Certo pôr-do-Sol, ganhei um caderninho todo novo e ela me disse “este é o terceiro caderno que ganho! Pode ficar com esse lixo”.
Meus olhos brilharam ao avistar o meu único pertence novo, saquei uma caneta e comecei a escrever os meus pensamentos...
    Querido caderninho ♥
        Vi meu pai morrer, e sofrer;
        Minha mãe nem conheci;
        Meus irmãos morreram jovens;
        Um filho nunca pude ter.

Esses quatro versos sempre passam em minha mente, mas infelizmente nunca os finalizei.
Escrevo todos os dias neste caderninho, que é onde este conto começa. Comigo, uma menina de dezesseis anos chamada Isis, com olhos cor de âmbar, cabelo preto com cachos largos e pele parda.
O café está fervente e incrivelmente na temperatura correta, o servi em xícaras azuis abstratas, minha senhora está com uma visita importantíssima. Caminhei em direção à sala de jantar onde haviam sete pessoas: o meu senhor e senhora da fazenda, sua filha de onze anos, seu filho de dezenove (Eric), um fazendeiro vizinho com sua esposa e um filho que aparentava ter quinze anos.
- Com licença, senhores, mas trouxe o café.
Passei entregando uma xícara para cada um.
- Com a licença dos senhores, vou me retirar.
Fui para meu “quarto”, me sentia até moribunda, cambaleando de um lado para o outro de sono. Quando cheguei em meu destino, deitei sem pensar.
- Isis, Eric solicitou sua presença em seu quarto.
Justo agora, em momento de sonolência, ele tinha que me chamar? Eric tem cabelos ruivos e olhos castanhos claros, é um rapaz peculiarmente bonito, nós temos uma forte amizade desde pequenos.
- Informe Eric que já estou indo.
Fui para a cozinha e preparei os biscoitos preferidos dele. Bati logo em seguida na porta de seu quarto.
- Pode entrar.
Abri a porta devagar e fui em direção à frente de sua cama.
- Boa noite! Trouxe seus biscoitos preferidos.
- Isinha, Isinha, você sabe como me agradar!
Adorava os apelidos que ele me dava.
- Obrigada!
- Te convoquei pois resolvi te dar aula de literatura!
- Enlouqueceste. Se seu pai descobrir, irá exterminar-me.
- Deixa disso, vamos!
Não tinha como recusar tamanha generosidade.
- Está bem.
Ele abriu um gigante sorriso e me deu um livro.
- Você vai conhecer nessa aula Manuel Maria Barbosa. Esse livro é dele e se chama “A virtude laureada”.
Eu o agradeci e voltei para meu buraco, onde desmaiei de sono.
Finalizei a leitura do livro em três dias. Eric me contou um pouco sobre a vida do autor e me deu outro livro, de Antônio José da Silva. Terminei sua leitura e a de mais três livros que também ganhei.
O dia amanheceu belíssimo e fui de encontrar com Eric. Estava muito empolgada, pois ia aprender sobre William Shakespeare. Foi quando apareceu das sombras meu senhor com meus livros em suas grosseiras e sujas mãos.
- Onde a mulatinha pensa que vai?
Que homem nojento!
- Preparar o café, senhor.
- Venha!
Eu o segui até o quarto de Eric, onde meus livros foram jogados na cama e o senhor, transtornado, disse:
- Eric, você é um escrúpulo! Ensinando esta escravinha a ler.
- Meu pai...
- Cansei. Você amanhã mesmo vai para a faculdade de medicina. E você, negrinha, levará cinquenta chicotadas e será vendida. Agora, vá para fora.
Meu mundo caiu naquele momento. Comecei a chorar, fui amarrada em uma madeira. Vi Eric brigar com seu pai e ser levado à força para longe.
Neste momento o céu estava obscuro e a chuva caía rapidamente quando veio a primeira chicotada. 
- Um!
Aquele monstro cruel começou a contar para todos ouvire. Sentia minha pele rasgar a cada estalo, duas ou três vezes.
- Dois!
As gotas da chuva queimavam ao penetrar em minhas feridas semiabertas.
- Dez!
Parecia que ia morrer. O chicote atingia cortes já feitos, deixando-os mais profundos.
- Trinta!
Eu tremia de frio e dor, queria encontrar minha família e não sentir mais nada.
- Trinta e cinco!
Minha pele saiu de parda para vermelha, e o chicote havia começado a atingir meu pescoço e minhas pernas. Não hesitei!
- Se fosse fatal Ler, todos vocês, burgueses brancos, estariam mortos. Minha cor não interfere em meus sentimentos!
Consegui deixar o “bicho” mais bravo ainda e sua força aumentou.
- Quarenta!
Estava com fome, dor e sonolenta. Perdi tanto sangue que desmaiei.
- Quer saber? Chega!
O homem percebeu meu estado e decidiu parar.
Acordei na enfermaria e Eric estava me olhando.
- Desculpe-me! Eu deveria ter te escutado.
- O que é isso em suas mãos?
- Livros. Escute-me, estou partindo e você também. Meu pai pretende te mandar embora ao amanhecer. De noite, você pega essa mala perto do lago e vai para o X do mapa.
- Por que?
- Tenho um amigo, ex-escravo, ele vai te levar para um lugar seguro.
Obedeci-o e pela noite medonha fui até o lago, peguei a mala e fui para o X.
- Você é Isis?
- Sim, senhor!
- Pelo amor de Deus, não me chame de senhor. Sou Cosme. Cosme Bento das Chagas!
- Prazer.
- Venha comigo.
Segui-o até chegarmos em uma vila.
- Seja bem-vinda! Agora você é uma Quilombola.
- Quilombola?
- Sim, todos nós somos escravos fugitivos e montamos nosso lar aqui.
- Obrigada, obrigada!
Ele me levou até um casebre. Abri a mala e vi todos os presentes que meu querido amigo deixara para mim.
Folheei as páginas de alguns livros e acabei tendo uma brilhantíssima ideia...
    Querido caderninho ♥
    Passaram-se três anos desde minha fuga.
    Sou Quilombola agora e estou ensinando a todas as crianças Quilombolas a ler e escrever.
    Essa nova vida é dádiva e sinto que agora sou importante para alguém. O sorriso de meus alunos é o que me faz bem. E os livros são o que lhes faz bem.
        Vi meu pai morrer, e sofrer;
        Minha mãe nem conheci;
        Meus irmãos morreram jovens;
E meus alunos são os filhos que nunca pude ter.





Ele fez a diferença
Pedro Rodrigues



Longe, muito longe, lá nos confins de Minas Gerais, nasce um moleque que deve ter sido inspiração para Ziraldo escrever “O Menino Maluquinho”.
Dos doze moleques da família, era o mais velho, só abaixo da irmã mais velha que morreu “por causa de uma sardinha” aos 18 anos.
Molecada pobre, criada na roça com poucos recursos, comia só arroz e feijão, e frango uma vez por mês, fruto de galinhas criadas no quintal. Exceto o caçula, que dizem ter sido criado com regalias à base de mingau e canjiquinha.
O moleque remelento e magricelo cresceu correndo entre os pastos, subindo em árvores, abrindo porteiras, cuidando das galinhas e, claro, enlouquecendo com toda sorte de travessuras a divertida Dona Mulatinha e o carrancudo do Seu Zé Tião, seus pais.
Contam que quando cresceu, foi trabalhar de garçom no hotel da cidade de Viçosa, mas debruçava-se nas mesas para bater papo com os clientes após servi-los, o que não aparenta ter agradado muito ao patrão.
Foi bater, então, à porta da empresa de ônibus da cidade, a Viação Águias de Ouro, ganhou um emprego como trocador na linha MG-RJ, onde descobriu sua paixão por estradas, o que o fez muitos anos depois comprar um caminhão. Mais um exemplo de superação, que vamos deixar para outra ocasião. 
Voltemos ao rapaz trocador que, certo dia, alertou ao motorista que ele corria muito e que havia uma curva muito fechada à frente. O alerta chegou tarde e lá se foi o ônibus, cheio de passageiros, ladeira abaixo por muitos metros. O covarde pé de chumbo, mesmo machucado fugiu, deixando nosso protagonista, o rapaz trocador, entre os mortos e feridos. A noite chegou mais rápido que o resgate e o corajoso rapaz, ao contrário do motorista, permaneceu no local ajudando o tanto quanto podia. Diz o jornal da época que, se não fosse por seu esforço, mais mortos seriam encontrados entre os vivos que a equipe médica viria a encontrar ao amanhecer.
E o trocador virou notícia na cidade, principalmente entre as moças. Por onde passava, cochichavam “lá vai o herói da Águia de Ouro”. Isso sem contar que o jovem em “um pão”, como se dizia nos idos da década de 60.
Mas quem fisgou mesmo o herói bonitão foi a moça tímida da farmácia do Seu Dutra, que sabia-se, fazia um furinho na lata de leite condensado e escondia na sua gaveta para comer um pouquinho todo dia. No dia que o jovem herói bonitão pisou na farmácia para comprar brilhantina para se exibir ainda mais pela cidade, logo avistou a linda morena no auge dos seus 18 anos. E aí a história se confunde e não se sabe quem se apaixonou primeiro.
A verdade é que o moço logo veio embora trazendo toda a família para a capital de São Paulo e trocou cartas de amor por quase dois anos com a moça da farmácia até que, enfim, se casaram.
Este conto é real e conta um pouco da história de um homem de virou o avô mais legal do mundo... o meu avô!




Levantando-se na caminhada da vida
Rodrigo Ogawa



Às vezes, nem tudo acontece do jeito que você quer, porém, ao superar obstáculos, conquistamos nossos objetivos mais profundos, como ter uma casa, um emprego, uma boa família e outras coisas, sendo essas coisas, para muitos, bem difíceis de conquistar, mas se fosse fácil, qual seria a graça?
Meu nome é Roberto e irei contar uma história de aventura, porém, sem ação. Essa aventura se chama “experiências da vida”, e vivendo nela aprendi que às vezes ela tem um final feliz e às vezes não, mas após um fim pode surgir outro começo.
A história começou quando eu acordei de manhã. Eu estava muito cansado, pois havia dormido bem tarde no dia anterior. Tomei café, mas derrubei leite na minha calça e já estava um pouco atrasado para ir à escola. Eu estava chateado, mas segurei a angústia e formei um pequeno sorriso no rosto para eu parecer ainda feliz. Minha mãe e eu batemos um papo sobre vários assuntos na ida para a escola, sobre programas de TV, livros e animais. Pareciam assuntos bem simples, mas essa conversa melhorou meu astral.
Chegando na escola, fui até um banco, deixei minhas coisas nele e me sentei. Fiquei sozinho, pois sou meio tímido e não queria que ninguém visse a mancha de leite na minha calça. Mas por algum motivo, as pessoas apontavam para mim e eu não me sentia bem sendo o alvo da atenção de todos, e pensei contrariado “se eles se acham tanto, por que não falam para mim e não entre si? Que covardes”, mas mal sabia eu que isso seria pior ainda.
Quando cheguei na sala de aula, antes do professor chegar, todos olhavam para mim e riam, mas eu não sabia o porquê. Foi então que um menino chegou com seu celular e mostrou uma foto minha completamente “zoada” e editada e disse “você é famoso agora”. Eu fiquei muito envergonhado, nunca tinha sido tão humilhado e, com muita raiva, perguntei “quem tirou essa foto?”. Então um menino, muito esperto, falou “fui eu, seu trouxa”. Irracionalmente fui na direção dele e queria lhe dar um soco, mas acabei o empurrando com um pouco de força e ele caiu. Todos olharam para mim e, por azar, o professor chegou na hora em que ele estava caído no chão. O professor disse “quem fez isso?”. Todos apontaram para mim. Em minha defesa, eu disse “ele tirou uma foto minha, “zoou” e enviou para...”. ele me interrompeu e me disse “não importa, você vai para a diretoria”.
Quando saí de lá, levei uma advertência e perdi a aula que teria uma prova. Quando estava voltando para casa, um homem passou com pressa e esbarrou em mim. Então minha mochila abriu e meu celular caiu no chão.
Voltei para casa muito triste, pois havia tido um dia ruim. Estava muito chateado e quase chorei, mas depois me dei conta de que se eu ficasse apenas me lamentando, não conseguiria superar tudo isso que aconteceu para formar um dia melhor.
E aí percebi que isso funcionou, pois, ao ser derrubado nessa caminhada, me levantei e superei. No dia seguinte, eu tive o melhor dia da minha vida, até ganhei nota máxima na prova. Formei uma nova amizade em um grupinho na escola. Isso tudo e outras coisas foram conquistadas porque eu não permaneci caído, eu me esforcei para me levantar e ir atrás de meus objetivos. Se eu permanecer forte desse jeito, sei que conquistarei muito mais e irei prosseguir na caminhada da vida.
 

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