Marcia Nielsen, coordenadora pedagógico-educacional da Educação Infantil ao 1º ano, participou da 11ª Conferência Internacional de Educação promovida pela RedSolare, representante da Reggio Children no Brasil, com o tema “Escutar o Futuro: Infâncias, Relações e Direitos na Construção do Conhecimento na Abordagem Reggio Emilia”.
Os cinco dias de evento foram repletos de aprendizagens e trocas de experiências práticas, ateliês e debates sobre as Cem Linguagens da infância. Confira seu depoimento!
O Colégio Emilie investe muito em minha formação, e é encantador perceber que aquilo que lemos nos livros e constatamos em nossa prática dialoga com o que vivenciei na Conferência Internacional, o que mostra, cada vez mais, que estamos no caminho certo.
Foi incrível conhecer as práticas formativas que o Centro Internacional Loris Malaguzzi oferece aos professores sobre documentação pedagógica, o que me trouxe inspirações para a formação dos educadores do colégio. Consegui estabelecer relações pensando na formação não somente dos professores das crianças pequenas, mas também dos professores dos diversos segmentos da escola, para desenvolver a observação dos alunos, o registro de suas experiências e a interpretação de seus processos de conhecimento, considerando que não existe uma única forma de documentar.
Nas palestras, Marco Spaggiari (atelierista do Centro Internacional Loris Malaguzzi) e Moira Nicolozzi (pedagogista de Reggio Emilia) compartilharam conceitos, vivências e aprendizagens das crianças das escolas municipais de Reggio Emilia numa relação com a matéria, suas materialidades e alfabetos, revelando o encantamento e a poética com que as crianças pequenas descobrem o mundo por meio de suas mais diversas linguagens.
Os palestrantes trazem um novo desenho arquitetônico para o ensinar e o aprender, muito distinto do brasileiro, isto é, uma nova arquitetura para pensar a ação e o fazer pedagógico, e é muito enriquecedor estabelecer diálogos com o nosso cotidiano no Colégio Emilie. A conferência trouxe novos caminhos, de forma rizomática, sem esquecer a potência e a beleza das crianças, que se maravilham ao viver o estupor de conhecer.
Ao participar de uma conferência como esta, nós nos retroalimentamos para lançarmos novas oportunidades de formação para os professores, em diálogo e respeito com o Colégio Emilie, uma escola que tem uma identidade, uma história de 70 anos e uma cultura construída ao longo de todos estes anos. De tudo o que vi e aprendi, o mais importante é o valor da documentação pedagógica para dar visibilidade aos processos de aprendizagem.








