Desde 2025 o Colégio Emilie vem se capacitando para as devidas adequações ao ECA Digital, uma atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente virtual que entrou em vigor em março deste ano.
Para debater a necessidade de regulamentação e proteção efetiva no ambiente online, a Fiesp promoveu em abril o Congresso ECA Digital e a equipe de Comunicação do Emilie esteve presente para mais um momento de formação nesta pauta tão importante de proteção, integridade e desenvolvimento saudável de nossas crianças e jovens.
Na abertura do evento, Frederico Aguiar, Diretor do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp pontuou que a existência de uma norma por si só não resolve o problema, e que diferentemente de países que apenas tentaram proibir ferramentas virtuais, o Brasil está tentando regulamentar este desafio, mas que não basta debater – é preciso agir!
Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, Diretor-Presidente da Agência Nacional de Proteção de Dados, também esteve presente falando sobre o papel da agência de identificar riscos e orientar o mercado. E Janine Mello dos Santos, Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, complementou que a implementação de leis regulatórias é uma responsabilidade compartilhada, e que o Brasil não aceita modelos de mercado centrados na vulnerabilidade da criança.
O congresso contou com dois painéis de debate: “ECA Digital e responsabilidade das plataformas” e “Famílias, mecanismos de supervisão parental e escolas: corresponsabilidade no ECA Digital”.
Margareth Kang, Public Policy Manager da Meta, reforçou que a supervisão parental no ambiente virtual não coloca toda a responsabilidade nos pais, mas deve garantir que eles tenham mecanismos eficientes para isso.
Tivemos a oportunidade de ouvir novamente a Alessandra Borelli, Diretora da Divisão de Cibersegurança do Departamento de Defesa e Segurança (DESEG) da Fiesp, com quem o Emilie já faz formação desde 2018, explicando como a proteção se tornou analógica diante dos desafios digitais, uma vez que crianças deixaram de ser tratadas como usuárias e passaram a ser vistas como ativos econômicos. Conceito, este, também abordado por Marina Giancoli Cardoso Pita, Diretora do Departamento de Promoção da Liberdade de Expressão da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Marina diz que o exercício da liberdade de expressão deixa de ser liberdade quando há crianças sendo exploradas por um sistema.
Participamos, ainda, das socializações de experiências e medidas de segurança de Otavio Margonari Russo – Diretor de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Demi Getschko – Diretor-Presidente do NIC.be e Conselheiro do Comitê Gestor da Internet, Rony Vainzof – Diretor Titular da Divisão de Cibersegurança do DESEG, Gabriel Reclade – Director of Public Policy LatAM do Roblox, Priscila Couto – Program Lead, Trust & Safety para a América Latina no Google e Thiago Vizioli – Gerente de Advocacy da Childhood Brasil.
Por fim, o Psicoterapeuta Leo Fraiman nos deixou uma importante mensagem em seu discurso: A questão da IA não é se o robô está se tornando mais humanizado, mas se o humano não está se tornando mais robotizado.
Seguimos em constante formação, sempre atendendo ao perfil do educador do Projeto Educativo do Colégio Emilie – que se envolva com as grandes causas e com as pequenas etapas. Por um ambiente seguro para crianças, jovens e toda a comunidade educativa. Dentro e fora das telas.





