Números decimais, sistema monetário

Números decimais, sistema monetário

Durante o 3º bimestre, os alunos do 4º ano receberam um desafio: como poderíamos tornar as aulas de Matemática mais dinâmicas e aprender sobre o sistema monetário brasileiro de uma forma lúdica e divertida? As crianças se reuniram em grupos para conversar, compartilhar ideias e discutir quais propostas poderiam fazer parte das nossas aulas. Foi assim que surgiu a ideia de montar um mercadinho na sala de aula!

Logo veio a primeira pergunta: o que é necessário para montar um mercado? Juntos, chegamos à conclusão de que precisaríamos de produtos, um caixa para registrar as compras e um banco de onde sacar o dinheiro. Enquanto organizávamos os preparativos, estudávamos os números decimais, os conhecidos “números com vírgula”, realizávamos cálculos e criávamos situações-problema, aproximando os conhecimentos matemáticos das necessidades do nosso mercado, uma situação do nosso cotidiano.

O primeiro grande passo foi reunir os produtos. Mas havia um novo desafio: as embalagens precisavam ter a forma de poliedros! Ao observar os materiais trazidos, as crianças identificaram a presença de prismas de base retangular e quadrada. Essa descoberta abriu espaço para conversar sobre como o formato das embalagens pode facilitar a organização, o empilhamento e o aproveitamento dos espaços. Inspiradas nas formas das embalagens, as próprias crianças escolheram o nome do nosso mercado: Poliedro Atacadista!

E como seria o dinheiro? Nossa primeira tentativa foi atribuir valores aos liners, os papéis do verso das figurinhas da Copa do Mundo. Porém, durante a separação, percebemos que a quantidade era grande e que a organização levaria bastante tempo. Por isso, reavaliamos a ideia e optamos pelo dinheiro de brincadeira do livro de Matemática. Escolher os materiais também fez parte do aprendizado: foi preciso experimentar, avaliar e buscar outras soluções.

Com o Poliedro Atacadista pronto, chegou a hora de combinar a função de cada participante e começar as compras e negociações! Com listas de compras, registros de vendas, controles de entradas e saídas do caixa e até uma lista de empréstimos, os alunos colocaram em prática seus conhecimentos. Os números decimais e os cálculos passaram a fazer parte das decisões e dos registros da “brincadeira”.

Ao longo da experiência, também surgiram oportunidades para explorar ideias como economizar, investir, obter lucro, parcelar e pedir empréstimos. Entre escolhas, negociações e registros, o mercado se tornou um espaço de investigação e colaboração, no qual as crianças perceberam a Matemática presente em situações do cotidiano e participaram da construção dos próprios percursos de aprendizagem.

 

Fernanda Almeida, professora do 4° ano

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